Hoje falaremos sobre a vida do Pregador John Knox, que foi um dos mais influentes reformadores escoceses do século XVI, conhecido por seu papel fundamental na consolidação do presbiterianismo e na reforma da Igreja da Escócia. Sua jornada é marcada por lutas religiosas, políticas e uma determinação inabalável em promover a fé protestante em sua nação.
Índice
TogglePregador John Knox e os seus Primeiros Anos e a sua Formação
O pregador John Knox nasceu por volta de 1514 em Giffordgate, Haddington, na Escócia. Entretanto, pouco se sabe sobre sua infância, mas acredita-se que tenha estudado na Universidade de St. Andrews, na qual foi aluno de John Major, um teólogo que influenciou seu pensamento religioso. Além disso, durante seus primeiros anos, Knox foi ordenado sacerdote católico, porém sua crescente exposição às ideias reformistas logo o levou a questionar os dogmas da Igreja Romana.
Conversão do Pregador John Knox ao Protestantismo
Ainda, por volta de 1540, o pregador começou a se aproximar das doutrinas reformadas, influenciado por pregadores como George Wishart. Este, por sua vez, acabou por ser uma figura-chave no desenvolvimento teológico de Knox e um dos primeiros mártires da causa protestante na Escócia. A execução de Wishart em 1546, ordenada pelo cardeal David Beaton, marcou um ponto de virada na vida de Knox, levando-o a se tornar um defensor fervoroso da fé reformada.
As Escrituras de Deus são meu único fundamento e consistência em todas as questões de peso e importância.” (John Knox)
O Cerco de St. Andrews e o Cativeiro
Assim, após a morte de Wishart, um grupo de reformadores assassinou o cardeal Beaton e tomou o Castelo de St. Andrews. Knox se juntou ao grupo e começou a pregar, emergindo como um dos principais líderes do movimento. No entanto, em 1547, o castelo foi cercado pelas forças francesas aliadas à Escócia católica. Desse modo, capturado e condenado a trabalhar como prisioneiro em galés francesas, o pregador John Knox sofreu intensamente por aproximadamente 19 meses.
Exílio do Pregador John Knox e Influência na Reforma Inglesa
Após sua libertação em 1549, Knox fugiu para a Inglaterra, onde encontrou refúgio sob o reinado de Eduardo VI, um monarca protestante. Dessa forma, ele foi designado como pregador em várias cidades e ajudou a moldar a Reforma Inglesa. Durante esse período, recusou a nomeação como bispo e ajudou na revisão do Livro de Oração Comum, que influenciaria o anglicanismo. No entanto, a ascensão de Maria I, conhecida como “Maria, a Sanguinária”, ao trono inglês em 1553 forçou Knox a fugir para a Europa continental.
Exílio do Pregador John Knox em Genebra e Influência de João Calvino
Então, entre 1553 e 1559, Knox viveu na Suíça e em outras partes da Europa, onde teve contato direto com João Calvino, em Genebra. A cidade era um centro do protestantismo reformado, e a teologia de Calvino teve um impacto profundo sobre Knox. Durante esse período, ele escreveu “O Primeiro Toque da Trombeta contra o Monstruoso Regime das Mulheres”, uma obra controversa que condenava o governo feminino, refletindo suas opiniões sobre as rainhas católicas Maria I da Inglaterra e Maria de Guise, regente da Escócia.
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Retorno à Escócia e a Reforma Escocesa
Entretanto, Knox retornou à Escócia em 1559, em meio a uma crescente insatisfação com o domínio católico. Ele rapidamente se tornou a voz principal da Reforma Escocesa, liderando sermões inflamados que incentivavam os nobres protestantes, conhecidos como “Lords of the Congregation”, a se rebelarem contra a regência de Maria de Guise. A luta culminou em 1560 com a assinatura do Tratado de Edimburgo, que resultou na retirada das forças francesas da Escócia e na criação de um Parlamento protestante.
O Estabelecimento do Presbiterianismo
Em 1560, o Parlamento Escocês adotou a Confissão de Fé Escocesa, escrita por Knox e outros reformadores, estabelecendo oficialmente a Igreja da Escócia como uma instituição protestante de orientação calvinista. O pregador, também, desempenhou um papel fundamental na organização do governo eclesiástico baseado em presbíteros, um sistema que se tornaria a base do presbiterianismo.

Conflitos com Maria, Rainha dos Escoceses
Ademais, Knox teve uma relação tensa com Maria Stuart, rainha da Escócia, que retornou ao trono em 1561. Como católica devota, Maria resistiu às reformas protestantes promovidas por Knox. Por conseguinte, os dois tiveram vários confrontos públicos, nos quais Knox desafiou abertamente a autoridade da rainha, questionando sua lealdade à fé reformada e sua política de tolerância ao catolicismo. Assim, suas críticas severas e seu papel na oposição ao governo de Maria contribuíram para sua abdicação em 1567.
“Um homem que está com Deus está sempre em maioria” (John Knox)
Últimos Anos do Pregador John Knox e o seu Legado
Nos últimos anos de sua vida, Knox continuou pregando e defendendo a causa protestante, mas sua saúde começou a deteriorar. Ele faleceu em 24 de novembro de 1572, deixando um legado duradouro na história religiosa e política da Escócia. Sua influência ajudou a consolidar o presbiterianismo como a principal tradição cristã do país e inspirou futuras gerações de reformadores.
“Viva em Cristo, morra em Cristo e a carne não temerá a morte.” (John Knox)
Em resumo, a vida de John Knox ressalta os desafios, perseguições e uma dedicação inabalável à fé. Por consequência, seu legado transcendeu o tempo, moldando não apenas a Escócia, como, também, todo o mundo protestante. Seu compromisso com a Reforma e sua visão de uma igreja livre da influência do Estado permanece até hoje.